sábado, 7 de abril de 2012

Sábado de Aleluia - um sentido espiritual.


Para muitos, o Sábado de Aleluia é apenas um dia de faxina ou de preparação para a Páscoa. No entanto, esse dia sem liturgia tem um significado espiritual próprio. Jesus morreu por nós, e permaneceu três dias no sepulcro. Assim, também deveríamos nos dedicar com plena consciência ao teor espiritual desse dia. Isso acontece melhor em meio ao silêncio, quando nos posicionarmos quanto à verdade e à situação sepulcral de nós mesmos.

Cristo desceu ao reino da morte, ao Hades, o reino das sombras. Posso imaginar como Jesus desce aos cantos tenebrosos de minha própria existência. O que excluo da vida? Quais os lugares para os quais não gosto de olhar? Onde foi que tratei de recalcar alguma coisa, empurrar algo para as câmaras escuras de minha alma? Para onde me nego a olhar? O que pretendo esconder de mim mesmo, dos outros e de Deus? Jesus propõe-se descer exatamente a esses rincões da morte e da escuridão, para mexer em tudo o que há de escuro e rançoso em mim, tudo o que há de mortiço e entorpecido, e então despertar-me para a vida.
Os ícones da Igreja oriental sempre representam a ressurreição de Jesus com Cristo subindo do reino dos mortos, trazendo consigo os mortos pela mão. No dia de Sábado de Aleluia permito que Cristo desça até o meu reino dos mortos, para que tome todos os mortos pela mão, inclusive o que há de morto em mim mesmo, e nos reconduza à luz, a fim de despertar-nos para a vida.
Cristo esteve no sepulcro. Assim, o Sábado de Aleluia convida-me a olhar para minha própria situação sepulcral. O que me caberia enterrar? Que feridas em minha história de vida precisam ser enterradas de uma vez por todas? Quando sepulto todas as ofensas, paro de usá-las como armas para agredir as outras pessoas. Não as carregarei mais em mim mesmo, como se fossem uma recriminação tácita aos que feriram em algum momento. Com isso, posso descartar minha mágoa, meus ressentimentos e minha irritação. Não preciso de mais nada disso como pretexto para justificar minha recusa a olhar a vida de frente.
Pretendo sepultar também os sentimentos de culpa que consomem e dos quais não consigo me afastar. Preciso ter confiança em que Cristo também desceu ao meu sentimento de culpa e a todo martírio interno que imponho a mim mesmo, com auto-acusações; e desceu até aí para libertar-me. Quando paro de andar em círculos em torno de minha culpa, aí sim realmente posso despertar para a vida nova.
No Sábado de Aleluia desço até meu próprio sepulcro e imagino de que forma Cristo repousa lá, a fim de trazer tudo o que lá está para uma nova vida. Cristo desceu ao sepulcro de meu medo, minha resignação, minha autocompaixão e minha morbidez, a fim de salvar-me e transformar-me no mais fundo de minha alma. Para ressuscitar na Páscoa como uma pessoa salva e liberta, preciso ter a coragem de meditar acerca de meu sepulcro e de sepultar tudo o que me distancia da vida.

O que é Sábado de Aleluia?!


Sábado de Aleluia é um dia de comemoração no calendário de feriados religiosos do Cristianismo, sempre antes da Páscoa. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.
O Sábado Santo pode cair entre 21 de março e 24 de abril, e nesse sábado é celebrada a Vigília pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa. Sábado de Aleluia é o sábado anterior ao domingo de Páscoa, onde acende-se o Círio Pascal, uma grande vela que simboliza a luz de Cristo, que ilumina o mundo. Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer "Deus é o princípio e o fim de tudo”.
Na tradição católica, os altares são descobertos, pois assim como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações que fazem parte é a Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, exceto o da confissão.
Antes de 1970, no sábado de aleluia os católicos romanos deveriam praticar um jejum limitado, como abstinência de carne de gado, mas poderiam consumir peixe, etc. É também no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.

terça-feira, 3 de abril de 2012

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR


Hoje e amanhã, segunda antiqüíssima tradição, a Igreja não celebra os sacramentos (MR p. 254).

O altar esteja totalmente despojado: sem cruz, castiçais ou toalha (MR p. 254).

Na tarde da sexta-feira, pelas três horas, [...] proceder-se-á à celebração da Paixão do Senhor, que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração a cruz e comunhão eucarística. Neste dia, a sagrada comunhão só pode ser distribuída aos fiéis durante a celebração da paixão do Senhor, mas poderá ser levada a qualquer hora aos doentes que não possam participar da celebração (MR p. 254).

O sacerdote e o diácono, de paramentos vermelhos como para a Missa, aproximam-se do altar, fazem-lhe reverência e prostam-se ou ajoelham-se. Todos rezam em silêncio por alguns instantes (MR p. 254). Não se deve cantar para a entrada (ABC, p. 80).

O sacerdote, com os ministros, dirige-se para a sua cadeira. Voltado para o povo de mãos unidas, diz a oração (MR p. 254).

I. Liturgia da Palavra e Oração Universal: a liturgia da Palavra é encerrada com a oração universal, do modo: o diácono, de pé junto aà mesa da palavra, propõe a intenção especial; todos oram um momento em silêncio; em seguida o sacerdote, de pé junto à cadeira ou se for oportuno, do altar, de braços abertos, diz a oração. Durante todo o tempo das orações, os fiéis podem permanecer de joelhos ou de pé (MR p. 255). Um ministro ou alguém da comunidade anuncia as intenções, todos se ajoelham em silêncio. Após alguns momentos, o celebrante se levanta e proclama a oração, enquanto a comunidade permanece ajoelhada. (ABC, p. 93).

As conferências episcopais podem propor aclamações do povo antes da oração do sacerdote, ou determinar que se mantenha o tradicional convite do diácono “Ajoelhomo-nos – Levantemo-nos”, ajoelhando-se todos para a oração em silêncio.

II. Adoração da Cruz: Terminada a oração universal, faz-se a solene adoração da santa Cruz, escolhendo-se, das duas formas propostas, a mais conveniente segundo razões pastorais (MR p. 256).

Primeira forma: A cruz velada é levada ao altar, acompanhada por dois ministros com velas acesas. O sacerdote, de pé diante do altar, recebe a cruz, descobre-lhe a parte superior e eleva um pouco, começando a antífona “Eis o lenho da cruz”, sendo ajudado, no canto, pelo diácono, ou mesmo se convier, pelo coro. Todos respondem: “Vinde adoremos!”. Terminado o canto, ajoelham-se e permanecem um momento adorando em silêncio, enquanto o sacerdote de pé, continua com a cruz erguida. Em seguida, o sacerdote descobre o braço direito da cruz, elevando-a de novo e começando a antífona “Eis o lenho da cruz”, tudo como a cima. Enfim, descobre toda a cruz e levantando-a, começa pela terceira vez a antífona “Eis o lenho da cruz”, prosseguindo como acima (MR p. 260).

Segunda forma: O sacerdote ou diácono, com os ministros (ou outro ministro idôneo), dirige-se à porta da Igreja, onde toma nas mãos a cruz sem véu. Acompanhado pelos ministros com velas acesas, vai em procissão pela nave até o presbitério. Junto à porta principal, no meio da igreja e à entrada do presbitério, de pé, ergue a cruz, cantando a antífona “Eis o lenho da cruz” a todos que respondem: “Vinde adoremos!” ajoelhando-se e adorando um momento em silêncio, como acima (MR p. 260).

Acompanhado de dois ministros com velas acesas, o sacerdote leva a cruz à entrada do presbitério ou a outro lugar conveniente, onde a coloca ou entrega aos ministros, que a sustentam, depondo os castiçais à direita e à esquerda. Faz-se então a adoração como adiante (MR p. 260).

Para a adoração da cruz aproximam-se, como em procissão, o sacerdote, o clero e os fiéis, exprimindo sua reverência pela genunflexão simples ou outro sinal apropriado, conforme costume da região, por exemplo, beijando a cruz. Durante a adoração, cantam-se cantos apropriados (MR p. 261).

Deve-se apresentar à adoração do povo uma só e mesma cruz. Se, por causa da grande quantidade de fiéis, não for possível aproximarem individualmente, o sacerdote toma a cruz e, de pé diante do altar, convida o povo em breves palavras a adorá-la em silêncio, mantendo-a erguida por um momento (MR p. 261).

Terminada a adoração, a cruz é levada para o altar, em seu lugar habitual. Os castiçais acesos são colocados perto do altar ou da cruz (MR p. 261).

III. Comunhão: Sobre o altar estende-se a toalha e colocam-se o corporal e o livro. Pelo caminho mais curto, o diácono ou, na falta dele, o sacerdote traz o Santíssimo Sacramento do local da reposição, pelo trajeto mais curto e coloca-o sobre o altar, estando todos de pé e em silêncio. Dois ministros com velas acesas acompanham o Santíssimo Sacramento e colocam os castiçais perto do altar ou sobre ele (MR p. 267). A toalha do altar deve ser branca.

Tendo o diácono colocado o Santíssimo Sacramento sobre o altar e descoberto o cibório, o sacerdote aproxima-se e, feita a genunflexão, sobe ao altar. Inicia-se o rito da comunhão, com a oração do Pai-Nosso.

O sacerdote comunga e dá a comunhão aos fiéis. Durante a comunhão pode-se entoar um canto apropriado (MR p. 268).

Terminada a comunhão o cibório é transportado por um ministro competente para um lugar preparado fora da igreja ou, se não for possível, para o próprio tabernáculo (MR p. 268).

Se oportuno, observa-se um momento de silêncio. E o sacerdote diz a oração depois da comunhão. À despedida, o sacerdote estende as mãos sobre o povo e diz a oração (MR p. 268).

Todos se retiram em silêncio. O altar é oportunamente desnudado. No sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e Morte, e abstendo-se (desnudado o altar) do sacrifício da missa até que, após a solene Vigília em que espera a Ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinqüenta dias. Neste dia, a Sagrada Comunhão só pode ser dada como viático (MR p. 269).

QUINTA-FEIRA SANTA – MISSA DA CEIA DO SENHOR


Esta é uma celebração festiva. A Igreja deve estar festivamente enfeitada e arrumada. O altar, com toalhas brancas. Que na medida do possível se pense na missa em ressaltar a verdade dos sinais eucarísticos, que se viva a relação entre Eucaristia e o serviço dos irmãos, que se manifeste no lava-pés e se concretize a cada ano na Campanha da Fraternidade (ABC, p. 67).

Na hora mais oportuna da tarde, seja celebrada a Missa da Ceia do Senhor com plena participação de toda comunidade local, desempenhando todos os sacerdotes e ministros suas respectivas funções (MR p. 247). 

O tabernáculo esteja totalmente vazio. Para a comunhão do clero e do povo, hoje a amanhã, consagre-se na própria Missa a quantidade de pão suficiente (MR p. 247). A reserva eucarística deve ser levada para outro local antes do início da celebração.

Durante o canto do Glória, tocam-se os sinos, que permanecerão depois silenciosos até a Vigília Pascal (MR p. 247). Portanto, não se deve tocar o sino durante a consagração.

Após a homilia, [...] procede-se o lava-pés, se as razões pastorais aconselharem (MR p. 248). A escolha das pessoas cujos pés vão ser lavados pode estar ligada à Campanha da Fraternidade. Em várias comunidades têm participado do lava-pés tanto homens como mulheres. Outras têm feito, no primeiro momento com doze pessoas e depois ampliam para mais gente da comunidade – e até coordenadores e não só o celebrante fazem o gesto: no primeiro momento, só o padre; depois outros o fazem, na obediência a palavra do Senhor (ABC, p. 72).

Logo após o lava-pés, após a homilia, faz-se a oração dos fiéis. Omite-se o Creio (MR p. 249).

Dando início à liturgia eucarística, poder-se-á organizar uma procissão dos fiéis com donativos para os pobres, durante a qual se entoa um canto adequado (MR p. 249).

Liturgia Eucarística – a Oração Eucarística I tem dizeres próprios.

Distribuída a comunhão, a reserva eucarística para comunhão do dia seguinte é deixada sobre o altar, e conclui-se a Missa com a oração depois da comunhão (MR p. 251).

Transladação do Santíssimo Sacramento: Terminada a oração, o sacerdote, de pé ante o altar, põe incenso no turíbulo e, a ajoelhando-se, incensa três vezes o Santíssimo Sacramento. Recebendo o véu umeral, toma o cibório e o recobre com o véu (MR p. 252). 
Forma-se a procissão, precedida pelo cruciferário, para conduzir o Santíssimo Sacramento, com tochas e incenso, pela Igreja até o local da reposição, preparando uma capela devidamente ornada. Durante a procissão, canta-se Vamos todos (exceto as duas últimas estrofes – Tão sublime sacramento – ou outro canto eucarístico (MR p. 252).

Quando a procissão chega ao local da reposição, o sacerdote deposita o cibório no tabernáculo. Colocado o incenso no turíbulo, ajoelha-se e incensa o Santíssimo Sacramento enquanto canta o Tão sublime sacramento. Em seguida fecha-se o tabernáculo (MR p. 253).

Após alguns momentos de adoração silenciosa, o sacerdote e os ministros fazem genunflexão e voltam à sacristia (MR p. 253).
Retiram-se as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da Igreja. Convém velas as que não possam ser retiradas (MR p. 253). A desnudação do altar acontece porque o esposo não está lá, não vai haver o sacrifício eucarístico. Retiram-se as toalhas e, se possível, cobrem-se as imagens, para ressaltar a ausência.

Os fiéis sejam exortados a adorarem o Santíssimo Sacramento, durante algum tempo da noite, segundo as circunstâncias do lugar. Contudo, após a meia-noite esta adoração seja feita sem nenhuma solenidade (MR p. 253). A vigília é um momento de agradecimento, de estar com Jesus. Após a meia-noite a vigília é silenciosa.

DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR


Neste dia a Igreja recorda a entrada de Cristo em Jerusalém para realizar o seu mistério pascal. Por isso, em todas as Missas comemora-se esta entrada do Senhor: na missa principal, pela procissão ou pela entrada solene: em todas as outras, pela entrada simples. Em uma ou outra missa celebrada com grande número de fiéis, pode-se repetir a entrada solene, mas não a procissão (MR, p. 220).
Cada pessoa leve o seu ramo enfeitado para a procissão. Na hora da bênção, se há que não os tenha, a comunidade cuide que uns partilhem com os outros, assim todos podem ter ramos. Os coordenadores cuidem do visual, bonito, como forma de louvor a Deus (ABC, p. 8).

É bom que a procissão venha de uma capela para a matriz ou igreja maior. A unidade entre a procissão festiva e a missa marcada pela celebração da Paixão pode ser feita através da cruz processional que conduz a procissão e, na celebração eucarística, é colocada no altar (ABC, p. 9).

Procissão: Na hora conveniente, reúne-se a assembléia numa igreja menor ou outro lugar apropriado, fora da igreja para onde se dirige a procissão. Os fiéis trazem ramos nas mãos. O sacerdote e os ministros, com paramentos vermelhos para a Missa, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido. O sacerdote poderá usar capa em vez de casula durante a procissão (MR, p. 220).

O sacerdote saúda o povo como de costume. Em seguida, por breve exortação, os fiéis são convidados a participar ativa e conscientemente da celebração deste dia. (ABC, p. 10). Após a oração da bênção, o sacerdote, sem nada dizer, asperge os ramos com água benta (MR, p. 221).

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, proclama, conforme o costume, o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém (MR, p. 221).

Após o Evangelho, poderá haver breve homilia. O celebrante ou outro ministro idôneo dá inicio à procissão. Inicia-se a procissão para onde será celebrada a Missa. À frente, vai o turiferário, caso se julge oportuno o uso de incenso; em seguida o cruciferário com a cruz ornamentada, entre dois acólitos com velas acesas, depois, o sacerdote com os ministros, seguido pelo povo com seus ramos (MR, p. 225).

Durante a procissão, o coro e o povo entoam cantos apropriados (MR, p. 225).

Chegando ao altar, o sacerdote o saúda e, se for oportuno, o incensa. Dirige-se à cadeira (tira a capa e veste a casula) e, omitindo os ritos iniciais, diz a oração do dia da missa, prosseguindo como de costume (MR, p. 228).

Entrada solene: Onde não se possa realizar a procissão fora da igreja, a entrada do Senhor será celebrada dentro da Igreja, pela entrada solene da Missa principal (MR, p. 229).

Os fiéis reúnem-se à porta da igreja ou no seu interior, trazendo ramos nas mãos. O sacerdote, os ajudantes e uma delegação de fiéis dirigem-se para um ponto da igreja, fora do presbitério, de onde o rito possa ser visto pela maioria dos fiéis (MR, p. 229).

Realiza-se a bênção dos ramos e a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, como delegação dos fiéis dirige-se processionalmente pela Igreja até o presbitério, enquanto se canta um canto apropriado (MR, p. 229).

Chegando ao altar, o sacerdote o saúda e, omitindo os ritos iniciais, diz a oração do dia da missa, prosseguindo como de costume (MR, p. 229).

Entrada simples: Em todas as outras Missas neste domingo, nas quais não haja entrada solene, faz-se a memória da entrada do Senhor em Jerusalém pela entrada simples (MR, p. 229).

Enquanto o sacerdote se dirige ao altar, canta-se a antífona de entrada ou um canto com o tema. Chegando ao altar o sacerdote o saúda, dirige-se à cadeira e cumprimenta o povo, prosseguindo a Missa como de costume. Nas outras Missas em que não se possa cantar a antífona da entrada, o celebrante saúda o altar, cumprimenta o povo e, após a recitação da antífona da entrada, prossegue a Missa como costume (MR, p. 229).

Onde não se possa celebrar a procissão nem a entrada solene, faça-se uma celebração da Palavra de Deus, sábado à tarde ou domingo à hora mais oportuna, tendo por tema a entrada do Messias e a paixão do Senhor (MR, p. 230).

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, lê a história da Paixão, sem velas, incenso, saudação ou sinal da cruz sobre o texto. Pode também ser lida por leigos, reservando-se a parte de Cristo para o sacerdote, se possível. Após a história da Paixão, se for oportuno, haja uma breve homilia. Diz-se o Creio (MR, p. 230). 

Na despedida, o celebrante convida a assembléia a intensificar a oração e a vida comunitária nestes dias de preparação à Páscoa. Até a Vigília Pascoal, a nossa Igreja se priva de dizer ou cantar o aleluia, canto que voltaremos a entoar na Páscoa (ABC, p.44).

sábado, 31 de março de 2012

Domingo de Ramos


A partir de hoje memorizamos a figura de um justo sofredor, Jesus Cristo, que vence a batalha pela coerência, que enfrenta todo tipo de insulto, tortura e perseguição. Sua atitude foi sempre contra a violência e a opressão, e acaba vencendo. Não só isto, mas também convencendo os opressores de que estavam errados.

É a Semana Santa, momento em que o aparente fracasso se transforma em vitória, o que era considerado maldição pelos judeus, isto é, a morte acontecida na cruz, transforma-se em glória. Foi a realização plena daquilo que já era previsto no Antigo Testamento, nas palavras sábias e inspiradas proferidas pelos profetas.

Jesus, em toda a sua paixão e morte na cruz, mostra que a violência não é vencida com outra violência e com vingança. Revela também que o sofrimento nunca pode ser causa de desânimo e de perda total de esperança. Deve ser sim, fonte de atenção aos apelos do momento e ao caminho de conquista de uma cultura de paz.

Ater-se ao mundo da violência é deixar de ser a imagem, a semelhança, ou a forma de Deus. É ir à contramão dos indicativos e dos princípios cristãos, de ter capacidade de perder algo para evitar a violência. Nesta atitude está o começo de uma nova humanidade, dando sentido à vida como sendo de Deus e não nossa.

No mundo do desequilíbrio, do estres e da violência, temos que estar atentos aos fatos, ao livro da vida e responder a eles de forma coerente e convencidos de que o bem, a paz e a vida saudável são realidades possíveis. Foi justamente isto que Jesus, na Semana Santa, quis deixar claro em suas atitudes.

Interessante que Jesus sofre e é massacrado justamente por ter sido justo. É o caso do ímpio que persegue o justo, porque este fala a verdade, atitude que ofende quem pratica a inverdade. Mas em Jesus acontece a vitória do derrotado, o sucesso do fracassado, a glória da humilhação e a vida que nasce da morte.

domingo, 18 de março de 2012

Escala Quinzenal De Coroinhas

Domingo 18/3
Manhã: Samuel e Roni
Tarde: Daniel e Ozias
Noite: Vinicius, Pedro Lucas, Anderson e Aderlan

Terça Feira – 20/3
Coroinhas: Ozias e Daniel

Quinta Feira – 22/3
Coroinhas: Mathias e Pedro Lucas

Domingo – 25/3
Manhã: Pedro Lucas e Roni
Tarde: Daniel e Ozias
Noite: João Roberto, Vinicius, Aderlan, Mathias

Terça Feira – 27/3
Coroinhas: Ozias e Pedro Lucas

Quinta Feira – 29/03
Coroinhas: João Roberto e Mathias

Domingo – 31/03
Manhã: Roni e Ozias
Tarde: Daniel e Pedro Lucas
Noite: João Roberto, Ozias, Roni e Mathias

sexta-feira, 16 de março de 2012


"Juventude, face renovadora do mundo"


Diante de tantas as preocupações da Igreja, temos uma especial preocupação com uma fase da vida humana, que é a juventude. Por muitas vezes ouvimos dizer por parte dos políticos e das instituições governamentais: “O jovem de hoje é o cidadão de amanhã!”, com toda a razão é que dizem isso, mas de qualquer forma estes ainda se encontram, não só em meio ao “consumismo desconcientizador do mundo globalizado”, que o aliena do papel moral como também o afasta de Deus, mas também estão vulneráveis, a fome, as drogas, a pobreza, a falta de valores, entre tantos outros agravantes sociais. No documento de Aparecida temos que os jovens “... Representam enorme potencial para o presente e o futuro da Igreja e de nossos povos, como discípulos e missionários do Senhor Jesus...” dessa forma, como Igreja, somos convidados a junto do Magistério dar a devida importância a nossa juventude para o futuro e o crescimento não só desta instituição, mas também do conhecimento do amigo perfeito que é Jesus, e quanto a isso, ouvimos que: “... Os jovens são sensíveis a descobrir sua vocação a ser amigos e discípulos de Jesus (...) em sua procura pelo sentido da vida , são capazes e sensíveis para descobrir o chamado particular que o Senhor Jesus lhes faz.” 

Cabe, portanto, a cada um de nós, batizados, que hoje embora adultos, lembremos desta condição pela qual passamos e consequentemente, trabalhar dentro da família especial e primeiramente, a recuperação dos valores éticos, morais e religiosos, e a nós jovens que seremos os adultos de amanhã, desde já, uma consciência e um trabalho árduo, de além de manter estes valores acessos e eficazes, a também buscar formas, não de entender, mas de estar perto e levar para perto, o tão Amável Amigo Jesus, que muitas nos parece distante. Cristo assim como nós passou pela juventude, teve amigos jovens, como por exemplo, o jovem Lázaro.
 

Enfim, se de fato queremos cumprir o nosso papel de batizados, filhos amados do Pai, devemos assim como nos propõe a Conferência de Aparecida, ser discípulos e missionários, amigos fiéis do Cristo, onde a juventude é evangelizada estimuladamente pelo adulto e o jovem evangeliza, não só o adulto, mas os seus amigos jovens; sejamos como nos disse o Beato João Paulo II, na XVIII Jornada Mundial da Juventude do ano de 2002, em Toronto: “os jovens são chamados a ser ‘sentinelas da amanhã’, comprometendo-se na renovação do mundo a Luz do Plano do Pai.”
 

sábado, 10 de março de 2012

Milagre Eucarístico de Lanciano

"A minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,55-56).




  Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo. Esta presença real da carne de Cristo (uma carne viva, unida à alma e à divindade do Verbo, pois Jesus está hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura há mais de 12 séculos e que a ciência examinou, e diante dos fatos, teve que se inclinar.
           Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. E Deus permitiu para todos os que ainda duvidam da presença Eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência. "Isto é meu corpo! Isto é meu sangue!", disse Cristo (cf. Mt 26,26-28).
           Este prodigioso milagre deu-se por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, na igreja do mosteiro de São Legoziano, onde viviam os monges da Ordem Basiliana (de São Basílio).

           Entre os monges, havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho Seu verdadeiro Sangue. Mas a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.
           Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:
           "Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"
           A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o monge num novo Tomé.




A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornado-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha uma aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de formas e tamanhos diferentes.
           Serenada a emoção de que todo o povo foi tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim, construído a mando das pessoas mais credenciadas do lugarejo.
           A partir de 1713, até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal.
           Os Frades Menores Conventuais guardam o Milagre desde 1252, por vontade de Landulfo, bispo da vila de Chieti. Os monges da Ordem de São Basílio guardaram o Milagre até 1176 e os Beneditinos até 1252.
           Em 1258 os Franciscanos construíram o santuário atual, que foi transformado em 1700 de romântico-gótico em barroco. Desde 1902 as relíquias estão custodiadas no segundo tabernáculo do altar monumental, erigido pelo povo de Lanciano no centro do presbitério.

O Milagre e a Ciência
           Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.
           Foi em 18 de novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo Prof. Ruggero Bertelli, Prof. emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.
           Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:

  • A Carne é verdadeira carne.
  • O Sangue é verdadeiro sangue.
  • A Carne é do tecido muscular do coração (contém, em seção, o miocárdio, endocárdio, o nervo vago e, no considerável espessor do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo).
  • A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana.
  • No Sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes minerais: cloreto, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio. As proteínas observadas no Sangue encontram-se normalmente fracionadas em percentagem a respeito da situação seroproteínica do sangue vivo normal. Ou, seja, é sangue de uma pessoa VIVA.
  • A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por doze séculos e expostos à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos constitui um fenômeno extraordinário.
           E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos:
                                        "E o Verbo se fez Carne!"
           E o impressionante é que é a Carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e portanto a vida – ao corpo inteiro; do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós.
           A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. "Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens", disse um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Sagrado Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduziu à cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares, em nossos sacrários e até em nossos corações.
           Em todo o caso, guardemos isto: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro. É verdadeiramente que se dá e que eu como.
           Tanto na hóstia como no vinho, está Jesus Cristo vivo e inteiro (corpo, sangue, alma e divindade). A comunhão eucarística existe nas duas espécies, na espécie do pão e na espécie do vinho, só que o vinho não é somente o sangue de Jesus, mas sim o próprio Jesus. E da mesma forma a hóstia não é somente carne, mas sim o próprio Jesus. O que aconteceu em Lanciano, acontece em todas as igrejas do mundo e em qualquer missa, a única diferença é que lá em Lanciano além de transubstanciar a substância (pão e vinho), transubstanciou-se também a aparência.